Como o Facebook ganha dinheiro?

 

Descubra os meios que o Facebook usa para lucrar sem precisar cobrar nada dos seus usuários

Estimasse que o faturamento anual do Facebook ultrapasse os 4 Bilhões, e esse valor só tende a crescer. Mas já que ninguém precisa pagar para usar o Facebook, como ele consegue ganhar tanto dinheiro?

A resposta é simples: Publicidade.

A maior parte da renda do Facebook vem de seus anunciantes, o que é lógico, afinal existem mais de 1 Bilhão de pessoas cadastradas no Facebook, e todas elas são consumidoras em potencial, inclusive você.

Essa grande quantidade de pessoas acessando o site já seria um extraordinário atrativo para conseguir anunciantes. Mas o Facebook não apenas tem muitas pessoas acessando o site, ele também possui importantes informações sobre cada usuário.

O maior produto do Facebook são seus usuários.

Não que o Facebook venda as informações das pessoas, mas ele utiliza as informações para fazer anúncios mais eficientes, dessa forma é exibido anúncios diferentes para cada usuário, personalizados de acordo com seu sexo, idade, localização e gostos.

Por exemplo: Se você é um homem de 25 anos que curte a página de um time de futebol, é bem provável que você verá no seu Facebook anúncios de material esportivo.

Já se você for uma mulher da mesma idade que curte alguma página de moda, dificilmente verá um anúncio de chuteira no seu Facebook, mas com certeza terá propaganda de lojas de sapatos e roupas.

Estes são apenas alguns dos dados utilizados. Veja outros exemplos:

-Dependendo do seu status de relacionamento você poderá ou não ver anúncios relacionados ao dia dos namorados.

-Se você curte muitos livros é bem provável que você verá anúncios de lojas de livros.

-Se você tem filhos, você será alvo de anúncios de brinquedos.

Esses são apenas alguns exemplos simples. E de forma geral os usuários nem se incomodam com esses anúncios, especialmente porque o Facebook se preocupa em utilizar formatos que não comprometam a experiencia dos usuários no site.

Para entender melhor os detalhes relacionados às formas de anúncios no Facebook confira essa matéria feita pelo jornalista  Nilton Kleina do site TechTudo e adaptada por nós.

Como funciona

A maior especialidade do Facebook não é a propaganda de si mesmo, mas inserir anúncios de empresas interessadas em exibir sua marca na rede social, que já é líder de mercado em quase todos os países do globo quando o assunto é site de relacionamentos. Apesar de parecer simples, esse sistema possui algumas divisões.

Grande parte desses anúncios está na coluna localizada no canto direito da página, acima de itens como a lista de amigos. Você quase não presta atenção naquele pequeno quadrado em meio a tanta informação, mas ele está sempre lá.

 

É um local de visibilidade, combinado com a sutileza dos curtos anúncios e uma estratégia menos agressiva para chamar a atenção dos usuários. Muitas vezes, a campanha ainda está acompanhada de uma página de fãs curtida por um contato seu, tornando-a ainda menos explicita.

Mas o que se destaca aqui é a forma de criação: um sistema fácil e padronizado, cheio de personalizações, mas com o cuidado para que ninguém saia com vantagem. É possível selecionar até a região e o público-alvo, para que a publicidade seja a mais direcionada possível.

A rede ainda se preocupa com o andamento da campanha: caso o usuário opte por fechar o anúncio, uma enquete é exibida para descobrir o motivo. (faça o teste clicando no “x” que aparece no canto direto do anúncio quando você passa o mouse sobre ele, e depois clique em “ocultar”)

Depois de dizer o motivo que te levou a ocultar um anúncio o Facebook irá te pedir para mostrar do que você gosta em uma lista marcas e assuntos, isso será usado para apresentar anúncios mais interessantes para você.

O custo também não é definido: você pode ver valores recomendados pela empresa, tendo como base o valor pago por outras companhias similares de acordo com o número de cliques recebidos ou de impressão (aparecimento nas páginas do site). Esse sistema está disponível para quem está disposto a gastar até US$ 30 mil dólares por mês no Facebook.

Não há declarações oficiais, mas especula-se que a Zynga, responsável pelos jogos mais populares da rede social como FarmVille, CityVille e Mafia Wars, é a empresa que mais gasta com publicidade por lá.

Para peixes grandes

O Facebook também abre espaço para corporações de maior porte. Por renderem uma receita maior, esses anúncios recebem um tratamento especial: hospedagem na rede social e maior possibilidade de integração, como a adição do botão “Curtir” que direciona o usuário para a página de fãs da empresa, um link para assistir a um vídeo ou a chance de responder a uma enquete.

 

Outro destaque aqui é o Brand Lift, um sistema de recepção de campanhas. Desse modo, o anunciante fica sabendo de forma rápida e completa qual a repercussão do anúncio e que medidas podem ser tomadas para aumentar a receptividade – normalmente, a solução é anunciar mais no Facebook, claro.

Mas a barra lateral não é a única forma de parceria. A Microsoft, por exemplo, foi além: estabeleceu laços entre os usuários do Facebook e o sistema de buscas Bing. Quem está online na rede social recebe pesquisas alteradas, de acordo com resultados encontrados entre seus contatos e páginas de fãs. Além da integração, há pagamentos da empresa de informática cujos valores não foram divulgados.

Curtindo as compras

O Facebook não vive apenas de mostrar o trabalho dos outros. Algumas formas de comércio próprio também fazem sucesso na rede social de Zuckerberg.

Quase uma loja de departamentos

Estratégia antiga da empresa que já foi descontinuada, a loja de presentes era lucrativa, apesar da simplicidade. Por meio de pagamentos em pequenas quantias, era possível comprar acessórios, desenhos e objetos virtuais para presentear seus contatos.

 

Como toda grande empresa, sacrifícios foram feitos e a loja foi fechada para dar espaço a outros projetos. Ainda hoje, entretanto, outros aplicativos tomam vantagem da fórmula para obrigar o usuário a gastar cada vez mais com a rede social.

O caso mais famoso é o dos joguinhos: através dos chamados Créditos do Facebook (uma espécie de moeda virtual), é possível obter itens especiais e até modos de jogo que não estão disponíveis para todos os usuários.

 

 

É mesmo a alma do negócio

Não adianta fugir do clichê: afinal, de que outra forma essas páginas da internet poderiam arrecadar tanto dinheiro para sobreviver e ainda obter lucro, se não fosse pela publicidade? O caso é ainda mais especial nas redes sociais, que são ótimos outdoors virtuais, independentemente de sua função: microblog, relacionamentos, fotos e outros.

O Facebook está percorrendo um caminho brilhante: com anúncios simples e eficientes, consegue um alto valor, capaz de pagar seus gastos e ainda gerar lucros para a empresa sem incomodar o usuário. Sua ambição é agressiva, mas a publicidade é respeitosa.

Por ser uma empresa imprevisível, fica difícil chutar qual o próximo passo na área da propaganda. Talvez uma remuneração de acordo com as marcações de fotos com página de fãs? Só o tempo – e Mark Zuckerberg – são capazes de nos responder.

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